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Um ano sem crachá, hora de comemorar

Coaching de Carreira

Um ano de Hashtag.me!

Novembro é um mês de comemoração para mim. E uma comemoração muito gostosa, daquela que me faz olhar para trás e perceber como sou feliz por ter passado pelos caminhos que passei. Eu fui demitida e me reinventei. Perder o crachá foi a melhor coisa que me aconteceu. Hoje eu sou a minha melhor versão e quero ajudar você a ser a sua.

Quando eu perdi meu crachá pela primeira vez…

Eu trabalhava numa grande empresa de consultoria empresarial e, como tantas outras empresas, essa também sofreu com as turbulências do mercado. A “barca” já tinha passado algumas vezes antes e eu sempre consegui me desviar, mas no dia 16/11/2016 ela me pegou, assim como outros executivos. Claro que eu não estava cega e sabia que a situação da firma era delicada, mas eu nem desconfiava que a minha hora estava chegando.
Eu acreditava que faria parte da equipe que apoiaria a empresa a dar a volta por cima. Quando a minha Diretora me chamou para conversar eu não fazia ideia sobre o desfecho. Quando ela me deu a notícia, eu não pude esconder a minha tristeza. Eu já tinha quase 5 anos de firma, amava o meu trabalho mesmo com todos os desafios que se apresentavam no dia a dia, tinha um ótimo relacionamento com meus líderes, meus pares, minha equipe e meus clientes. Há pouco mais de um mês tinha representado a firma na Rio Oil and Gas. Alguns dias antes tinha conversado com a minha Diretora sobre a situação da firma e a minha situação como gerente, perguntei explicitamente se eu estava em risco e a resposta foi clara: Não! Mas claro que eu estava… ela só não podia me contar ainda.
O meu desligamento foi sofrido. Para mim, para minha Diretora, para minha equipe (bom, pelo menos eu gosto de pensar que foi assim!). Não existiam motivos que justificassem a minha demissão, a não ser a necessidade de redução de folha. Não dá para argumentar com isso.
O dia 16/11/16 foi um dia de muitas lágrimas, dores de cabeça e dúvidas. Mas também um dia de receber muitas mensagens de carinho e reconhecimento de pessoas que trabalharam comigo ao longo dos meus quase 5 anos de empresa.

Abri a gaveta dos sonhos e me reinventei em tempo record!

Já em casa, com meu marido e meus filhos, ainda meio atordoada pelo acontecido, resolvi pensar nos meus próximos passos. O que ia acontecer a partir daquele momento? Será que eu devia atualizar meu currículo e enviar para a minha network? Contratar um headhunter ou uma empresa de outplacement? Me cadastrar em um site de vagas, entrar em contato com empresas que de alguma forma acho que seriam interessantes para mim? Pela primeira vez na vida em quase 16 anos de profissão, tinha perdido o meu crachá, o que eu deveria fazer agora?

E foi enquanto eu me lamentava e conversava com meu marido, que ele fez a seguinte pergunta: O que você quer fazer?

Ele não me disse o que eu deveria fazer, ele não perguntou se eu achava que conseguiria me recolocar nessa época do ano, nem que eu deveria aproveitar o tempo para tirar férias porque ninguém me contraria mesmo (pasmem, ouvi isso de uma das pessoas do RH!). Ele simplesmente olhou nos meus olhos e me deu todo o apoio que eu precisava naquele momento. Eu tinha o poder da escolha SIM! O que eu QUERO fazer era a pergunta mais certa que ele poderia ter me feito, que eu já deveria ter me feito antes. Naquele momento, perguntar isso foi tão forte quanto dizer “Eu te amo!”

Foco na solução!

Para responder a pergunta sobre o que eu queria fazer agora eu tive que mudar toda a minha energia… parar de me lamentar pelo que aconteceu, parar de pensar no que poderia ter sido, parar de pensar no será que isso ou aquilo.

Eu tive que pensar no meu futuro, no que eu queria alcançar, no que eu queria ser, no que eu queria conquistar. E para isso eu tive a chance de abrir uma “gaveta de sonhos” que estava fechada há muito tempo e que, se não fosse a demissão, talvez nunca voltasse a ser aberta para colocar alguma coisa em prática.

Nessa gaveta, misturado com vários sonhos, tinha um que se repetia várias vezes: eu quero ter o meu negócio, quero poder trabalhar de casa e acompanhar meus filhos mais de perto. Quero ter horário flexível e mandar na minha própria agenda.

Ser Coach estava junto desse sonho – – eu tinha conhecido a metodologia em uma das disciplinas do MBA que fazia em gestão de pessoas. Tinha me apaixonado pelo princípio de construir a solução com meu cliente, com a melhor versão que ele queria para ele mesmo. Ainda no MBA, ao conhecer a metodologia de coaching já me imaginei como uma Coach de Carreira daquelas muito boas, que as pessoas buscam quando precisam se fortalecer para tomar uma decisão importante, ou quando querem se preparar para alcançar um próximo nível em suas carreiras. Eu achava que a minha experiência no mundo corporativo me ajudaria e me daria uma bagagem muito boa para isso. Pronto, toda a dor e tristeza de ser demitida tinha desaparecido, eu tinha um novo propósito e estava verdadeiramente empolgada para tornar esse sonho realidade. Agora era “só” me movimentar nessa direção.

“Se você pode sonhar, você pode realizar”

Walt Disney

No dia seguinte, acordei na mesma hora que acordava todos os dias enquanto empregada. Coloquei a roupa da academia e fui, como ia todos os dias. E nesse dia me diverti como nunca antes! Pela primeira vez eu não precisei fazer apenas uma aula de corrida e sair correndo para tomar banho, me arrumar e ir para o escritório. Eu podia ficar o quanto quisesse na academia.

Fiz a primeira aula de corrida, fui para a aula de alongamento, voltei para a aula de local e depois sentei na cafeteria com algumas amigas para bater papo. Tudo que eu nunca podia fazer! E nessa mesa de café surgiu o meu primeiro contrato! Eu ainda não era Coach, mas eu tinha experiência em um monte de coisas… minha professora de corrida queria melhorar o seu posicionamento nas redes sociais. Eu conhecia a metodologia de planejamento estratégico, comunicação e tinha tempo para estudar sobre redes sociais. Ela topou o desafio e, para me pagar, me daria 2 aulas de personal por semana.

Talvez ter um personal não fosse a coisa mais importante da minha vida nesse momento. Eu não era mais uma desempregada, eu já era uma empreendedora e estava construindo um negócio. Aquele era meu primeiro projeto e eu ia ser a melhor prestadora de serviços que aquela cliente já tinha tido.

Dois ou três dias depois uma outra professora da academia veio me abordar. E depois outra. E depois uma nutricionista. E eu já estava conversando com o gerente da academia sobre como levar isso para todos os profissionais, fazer um evento… ok, além das duas primeiras professoras, nada mais foi fechado. Mas a vida de empreendedor é assim mesmo: alguns contratos você fecha, outros não. Eu estava curtindo fazer o planejamento estratégico das redes sociais dos professores de academia.

Uma jornada para me tornar uma Coach de Carreira e Realização Profissional

No dia 22/11, menos de uma semana depois da demissão, o domínio da Hashtagme estava sendo registrado. Era real, eu era um negócio!

Me inscrevi na SLAC nos três cursos de coaching que são oferecidos: Profissional, Executivo e Master. Parte da minha rescisão foi usada como investimento no desenvolvimento da minha nova carreira. O primeiro curso foi realizado em janeiro, em maio eu já era Master Coach.

Os clientes estavam chegando, eu estava acionando a minha rede de contatos e me apresentando como Coach de carreira para meus amigos e para quem mais estivesse interessado em saber o que eu fazia.

Em fevereiro fiz a minha primeira palestra sobre posicionamento nas redes sociais para 17 pessoas. Conquistei minha primeira cliente internacional nessa palestra. Em maio conheci o Programa Profissão do Coach e pensei: é isso que falta para mim para meu negócio se tornar sustentável! Por ele, conheci a mentoria Top das Galáxias e vi o quanto eu ainda podia amadurecer no meu negócio. Ter pessoas experientes disponíveis para me ajudar a construir o meu negócio, definir minhas estratégias, foi um grande acelerador!

Em julho fechei contrato com a primeira cliente que me achou pelo meu site. Em julho também fiz a minha primeira parceria com uma empresa (também me encontrou pelo site!) e me tornei Coach dos seus profissionais.

Dia 10/08 realizei meu último atendimento presencial. A partir de então, passei a ser uma Coach com 100% dos atendimentos online, sem fronteiras, sem perda de tempo no trânsito. Em setembro fiz a minha primeira palestra sobre liderança em uma empresa de Tecnologia da Informação, logo depois um webinário para mais de 30 pessoas! Meu negócio foi amadurecendo, se tornando mais organizado, obtendo melhores resultados. E eu fui me apaixonando cada vez mais pela minha nova vida.

Primeiro Aniversário

E agora, um ano depois da minha demissão, eu só tenho a agradecer. Uau! Imagina se eu não tivesse sido demitida. Estaria na empresa, feliz no trabalho como era antes, claro. Tendo os benefícios que tinha, junto com os perrengues que os acompanhavam. Mas hoje… hoje eu tenho brilho nos olhos, tenho paixão pelo que faço, tenho propósito. Hoje eu sou realizada profissionalmente como eu não sabia nem que era possível. Se eu não tenho mais perrengues? Tenho sim, aos montes! Mas hoje eu amo os perrengues, porque cada um deles na verdade é um novo desafio a ser vencido para a sustentação de um modelo de negócios que tem a minha cara.

Amar os perrengues é uma dádiva!

Se engana quem acha que vai se livrar deles…se não tiver perrengue então ou você é cego e só não está vendo ou você está acomodado na sua zona de conforto e podia estar fazendo melhor do que faz.

A questão não é ter ou não ter perrengue. É o quanto vale a pena encarar o perrengue de frente, vencê-lo e chegar no seu próximo nível. Mas mais do que perrengues, eu coleciono histórias e transformações.

A primeira “figurinha” da minha coleção foi a minha própria história – como transformar uma demissão inesperada na oportunidade da minha vida. E essa transformação na minha vida me permitiu participar, até agora, de outras 55 transformações! Cada cliente que eu acompanho durante um processo é uma nova transformação para a minha coleção.

Nesse ano foram 55 pessoas atendidas, sendo 26 processos individuais e 29 processos em grupo. 55 histórias que chegaram a mim buscando um objetivo e que eu ajudei, por meio do coaching, ao longo da jornada para alcançar esses objetivos. Cada vez que eu encontro um perrengue eu me apego a uma ou mais dessas 55 histórias. Elas fazem o meu esforço valer a pena, porque elas toram real o sonho que eu tirei da gaveta de ser uma Coach de carreira daquelas muito boas. A minha jornada ainda é longa, tenho certeza disso. Mas meu primeiro ano foi simplesmente sensacional e estou muito feliz com ele! Cada passo que dei ao longo de toda a minha vida profissional foi para me trazer até aqui!

Mas Débora, porque você está me contando essa história toda?

  • Porque eu quero comemorar com você a minha vitória. Se você está lendo até aqui, você também é parte disso e quero te agradecer por isso! Obrigada por me ajudar a realizar o meu sonho.
  • Porque quero que você ame o perrengue! O perrengue amado é um indicador de que você está no caminho certo para sua realização profissional. Ser realizado profissionalmente não é um estado, é uma busca constante. Os perrengues fazem parte dessa busca, te fortalecem. Mas cabe a você avaliar se vale ou não a pena. Para valer a pena, ele tem que estar associado a um proposito. E esse propósito tem que ser muito forte. Tem que te motivar a continuar andando, mesmo quando as coisas ficarem mais difíceis. Isso é amar o perrengue.
  • Porque quero que você saiba que, se por acaso você tiver sido demitido, azar o da empresa que te demitiu! Não se prenda na dor nem na tristeza nem na frustração. Essa pode ser uma grande oportunidade para você fazer o que você realmente gosta. Não, eu não estou dizendo que todos que são demitidos devam virar coaches. Se isso fizer sentido para você, seja bem vindo! Mas não é isso que estou dizendo. Essa pode ser a oportunidade para você responder à pergunta: O que você quer fazer agora?
  • Porque quero que você saiba que o Brasil funciona sim antes do carnaval e que tem muita coisa acontecendo no mercado por esses meses. Então para com essa crença de que você não pode fazer nada. Quer saber – fazer alguma coisa na verdade, só depende de você!

Eu quero colecionar a sua transformação também!

E como em novembro eu fico feliz porque foi o mês que, mesmo quando todo mundo achava que uma coisa chata tinha me acontecido, eu simplesmente me reinventei e me tornei a minha melhor versão, eu quero te ajudar a se tornar a sua melhor versão!

Se você se conecta com alguma parte da minha história, me manda uma mensagem (debseefelder@hashtagme.com.br) e me conta: como você se conecta e quais são os seus objetivos para 2018.

Você gostaria de ter uma conversa comigo para conhecer a metodologia de coaching e saber como eu posso te ajudar a alcançar seus objetivos?

Então me manda a mensagem! No dia 22/11 eu vou selecionar uma das respostas recebidas para um bate papo que pode ser o primeiro passo para sua transformação em 2018!

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